Abrace requer autorização para fornecer flor aos associados

O uso da flor garante maior agilidade nos resultados, que estão assegurados por conhecimentos científicos

Por Rede Abracom

A Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace) solicitou a autorização na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fornecer a flor de Cannabis aos associados. O objetivo é garantir o tratamento completo a todos em qualquer que seja a sua necessidade, conforme demanda por vários prescritores para casos mais complexos de doenças identificadas nas consultas.

O óleo à base de Cannabis é produzido a partir da flor da planta. A Abrace quer fornecer este princípio para ampliar as vias de administração e assim garantir que os pacientes alcancem o adequado e mais eficiente tratamento que a planta pode oferecer.

“Inicialmente é preciso dizer que o uso das flores já é uma realidade no Brasil, vários pacientes têm acesso via importação autorizada pela Anvisa, mas essa realidade está restrita para alguns pacientes, àqueles que possuem condições financeiras para essa onerosa modalidade de compra. A flor pode ser usada para vaporizar, porque pelas vias aéreas a absorção é muito mais rápida, então o efeito é praticamente instantâneo”, explicou Cassiano Gomes, diretor executivo da Abrace.

Este é um passo histórico na luta por regularizar o tratamento com Cannabis no Brasil. A Abrace deu o primeiro passo em 2017, quando conquistou a autorização para plantio e fornecimento de produtos aos associados, agora entregar a flor é o divisor de águas nesta batalha de garantir qualidade de vida para todos.

“É um divisor porque no Brasil o tratamento de uso medicinal é feito apenas pelo uso oral através de óleos e as associações só têm autorização para produzir óleo, então vai ser a primeira associação para produzir flor e isso é um avanço gigantesco. Estamos dando mais um passo para que o Brasil tenha a regulamentação do uso medicinal pleno, com o óleo e a flor. Então a pessoa pode ir até a associação e comprar também a flor, não vai precisar importar”, lembrou Cassiano. Vale ressaltar ainda que o pedido por meio do associado precisará ser feito através de receita médica e laudo do médico.

O pedido da Abrace, junto à Anvisa, foi realizado no mês de agosto. De forma geral, a Agência responde aos pedidos em até 15 dias. A partir de agora todos estamos aguardando por esta resposta e torcendo para que seja positiva, já que a importação está vinculada a um custo alto e vem ampliando o acesso via Judicialização, o que onera os cofres públicos e compromete os recursos da assistência à saúde no Brasil.

Por fim, lembramos que a Associação trabalha de maneira dedicada a seus associados, conforme demanda dos prescritores que baseiam em seus conhecimentos acadêmicos e profissionais a necessidade terapêutica de seus pacientes.

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