Liberação da maconha não fez abuso aumentar nos EUA

Liberação da maconha não fez abuso aumentar nos EUA

Um estudo mostrou que os estados que tiveram o uso recreativo liberado não registraram aumento de abuso da maconha e que os adolescentes não passaram a usar 

O abuso do uso recreativo da maconha nos Estados Unidos depois da liberação em diversos estados não se tornou realidade. Os adolescentes não passaram a consumir de forma frequente, assim como os negros não criaram dependência em relação à droga.

Esta foi a conclusão de um estudo realizado sob a chefia da professora da Universidade Columbia, de Nova York, Sílvia Martins. Foram analisados dez anos de dados das Pesquisas Nacionais de Uso de Drogas e Saúde, de âmbito estadual. Foram englobadas ainda entrevistas com 838.600 pessoas no país, que eram questionadas se fizeram uso da maconha no último mês ou no último ano.

O aumento do uso foi de 16,6% para 19,4% entre brancos, de 11,7% para 15% entre hispânicos, e apenas de 14,8% para 15,8% entre negros. Com a legalização, foi possível garantir que todas as dúvidas das pessoas fossem sanadas, dando a elas o direito de escolher entre usar ou não, enquanto sabiam claramente o que estavam usando ou deixando de usar.

Os impostos que o Poder Público passou a receber com a comercialização da maconha tanto para fins recreativos quanto para medicinais foram a solução deste problema. Esses recursos estão sendo utilizados para disseminar as informações.

Além disso, foi possível atenuar os números de pessoas negras presas, apesar do racismo ainda ser crucial. A pesquisa mostrou que esta população registrou o menor percentual de aumento no uso, mas ainda são os jovens negros os mais abordados pela polícia ou detidos por violar regras como a quantidade que se pode adquirir ou o limite de idade para consumo.

Neste momento, a equipe da professora Sílvia Martins está realizando um estudo semelhante no Uruguai, onde a maconha é liberada para uruguaios e para quem mora no país e está próximo de liberar para turistas também.