Pesquisa estuda Cannabis em animais

Pesquisa estuda Cannabis em animais

cientista declarou que realização de pesquisa só foi possível graças à participação da Abrace 

A Cannabis vem sendo estudada para tratamento de diversas doenças neurodegenerativas em animais. A pesquisa é conduzida pelo professor do Departamento de Medicina Veterinária, na Área de Patologia, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Valdemiro Amaro. O professor afirmou que sem a participação da Abrace não seria possível avançar nesse tema.

Os estudos estão acontecendo com ratos e camundongos com autismo, Alzheimer, Parkinson, epilepsia e hidrocefalia. Além disso, há ainda um encaminhamento para se avaliar os resultados no tratamento de processos inflamatórios, como o que acontece quando se contrai o Coronavírus.

“É um teste que será realizado com indução de pneumonia em ratos e tratamento agudo com extrato oleoso transformado para um fármaco nanotecnológico, para que se combata o processo inflamatório agudo, ou seja, tem um viés voltado para a Covid”, explicou o professor.

A pesquisa ainda está em andamento, mas os resultados preliminares são amplamente promissores. Valdemiro Amaro falou que os animais tiveram ótimos progressos com o extrato a 1% de concentração.

“Os animais autistas apresentaram uma evolução semelhante àquela detectada nos animais que sofrem o controle, ou seja, não houve diferença entre os animais de controle e os autistas tratados com 1% de Cannabis. Quando comparamos os animais autistas positivos com os tratados com todos os outros extratos, estes foram superiores, entretanto somente os que foram tratados com 1% é que a análise comportamental chega ao nível de animais com controle. É como se não tivessem nenhuma das alterações que têm os animais autistas”, afirmou.

A análise de comportamento foi baseada no isolamento social, na atividade exploratória, no comportamento de limpeza e interação social, tudo que é muito semelhante e que se observa nos seres humanos com autismo. Estes resultados deixaram os pesquisadores entusiasmados.

“Estamos empolgados com essa situação, porque vai gerar uma patente e ser publicada em uma revista de impacto, com o agradecimento à Abrace. Queremos manifestar nossos agradecimentos à Abrace. Realmente sem a participação da Abrace não iríamos conseguir avançar nesse tema”, destacou o pesquisador.

Ele ainda disse que outros experimentos estão sendo realizados com Parkinson, epilepsia e Alzheimer. Os resultados são positivos nos ratos que foram tratados em todas estas condições.

“Os animais tratados de Alzheimer sofreram alterações. Os animais tratados com Cannabis têm uma quantidade de lesão muito inferior aos animais que não foram. Existe uma preservação de área do sistema nervoso”, falou.

Para o Alzheimer, será feita uma defesa de dissertação que está em fase de finalização e esses resultados serão publicados imediatamente. O professor contou ainda que, serão publicados três ou quatro trabalhos de revisão.

“O quarto trabalho é uma patente com a produção desse xarope. Todos esses trabalhos serão publicados em revistas indexadas para que a divulgação alcance um bom impacto”, falou o professor.

Ele ainda planeja fazer uma pesquisa em humanos, que já está aprovado pela comissão de ética de um hospital em Pernambuco. Será traçado um plano para conseguir atingir o maior número de pacientes autistas.

“Estamos em busca de financiamento que está difícil agora no momento, mas a gente já tem protocolo aprovado com resultados”, acrescentou.