Cannabis pode auxiliar no tratamento de cefaleia

A enxaqueca é a mais conhecida das cefaleias, mas existem outros tipos que podem também apresentar bons resultados com o uso da Cannabis

Por Rede Abracom

Cefaleia é quando a pessoa apresenta três ou mais ocorrências de dores de cabeça em um mês, por mais de três meses. Essa condição leva a problemas no cotidiano e atrapalham a qualidade de vida.

Este 18 de maio é o Dia Nacional de Combate à Cefaleia. Este termo confunde, por isso é bom salientar que são três os principais tipos de cefaleia entre os cerca de 150 conhecidos na história médica.

A cefaleia tensional provoca dores que dão a sensação de cabeça pesada, apertada ou pressionada, mas com intensidade fraca ou média. As causas podem ser estresse, ansiedade e depressão.

Já a cefaleia em salvas tem uma dor intensa, que aparece a noite, de um lado só ou em torno dos olhos. Pode durar poucos minutos ou horas e algumas pessoas podem ficar com os olhos avermelhados e lacrimejando, ter congestão nasal e a pálpebra caída do lado que tem a dor. As causas podem ser problemas na região do cérebro conhecida como hipotálamo, responsável pelo controle da temperatura, hormônios e sono.

E a enxaqueca é a mais conhecida e se trata de uma dor de cabeça crônica, que geralmente começa latejante em um dos lados e aumenta aos poucos. Pode ser acompanhada de fotofobia (aversão a luz) e fonofobia (aversão ao som), além de visão turva ou pontos luminosos, náuseas e vômitos.

A Cannabis Medicinal tem tido comprovação científica para o tratamento. O artigo do Centro de Pesquisa sobre Dor de Cabeça e Abuso de Drogas de Reggio Emilia (Itália) mostrou que pacientes com idades entre 35 e 65 anos, que faziam uso excessivo de medicamentos e que sofriam de dor de cabeça crônica há pelo menos três anos, apresentaram resultados primários de redução da frequência, duração e intensidade das dores e da quantidade de consumo diário de analgésico.

Em 2015, pesquisadores concluíram que as cefaleias, principalmente a enxaqueca, tem relação com o sistema endocanabinóide. A deficiência deste sistema constitui uma das possíveis causas.

Já um estudo feito com um total de 127 participantes que sofriam de enxaquecas crônicas e cefaleia em salvas resulta em melhoras de 55%. Os efeitos colaterais também foram melhores do que o dos medicamentos comumente utilizados. Quem tomou THC-CBD relatou menos dores de estômago e musculares e menos incidentes de colite (doença que provoca inflamação intestinal) do que as que tomaram os medicamentos tradicionais.

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