CBD pode ajudar a prevenir e evitar gravidade do diabetes, diz médico

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Composto da Cannabis protege diretamente as células pancreáticas, ajudando na prevenção da diabetes

Por Rede Abracom

A diabetes é caracterizada pela produção insuficiente ou a não-produção de insulina. A insulina é um hormônio responsável pela regulação da glicose no sangue. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil existem mais de 13 milhões de pessoas que convivem com a doença, que representa quase sete por cento da população.

A diabetes eleva a glicemia, o que pode comprometer a visão, afetar a cicatrização de feridas, aumentar os riscos de infecção na bexiga, rins e pele, além de sintomas como formigamento nas mãos, entre outros. O médico clínico-geral, Eduardo Testa, falou sobre como o CBD pode impactar na prevenção da diabetes.

“O CBD tem ação imunológica, ele age regulando a hiporreatividade do sistema imune e também no efeito anti-inflamatório e antioxidante. As lesões causadas pelos anticorpos nas células pancreáticas causam inflamação crônica e o CBD vai atuar também. Sua atuação no sistema imune, evita lesão e o efeito antioxidante e anti-inflamatório para não aumentar ainda mais os efeitos desse ataque contra o corpo”, disse.

O médico explica sobre a ação direta da Cannabis na cicatrização e inflamações, além da adaptação da glicose. “O CBD e o THC tem ações anti-inflamatória e antioxidante importantes, os estudos mostram melhora metabólica e na adaptação de glicose, o que é bastante positivo para o paciente”.

Além disso, em casos graves, o médico reforça que o THC e o CBG agem nas neuropatias diabéticas e podem auxiliar no processo regenerativo. “Pacientes avançados com dor neuropática, a gente sabe que o THC e o CBG ajudam nas neuropatias diabéticas e no processo de cicatrização das úlceras diabéticas”.

Um dos efeitos colaterais conhecidos da Cannabis é o aumento do apetite. Isso acontece quando tem doses altas de THC. Eduardo explica que, diferentemente do THC, o CBD em doses altas reduz o apetite e controla a compulsividade. “Fator importante é a ação direta nos sintomas neuropsiquiátricos, a compulsão alimentar, que faz o paciente querer comer coisas doces que vão piorar a resposta glicêmica”, finalizou.

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