Dia Internacional da Epilepsia: Cannabis é a solução, segundo estudos

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comum no mundo. A Abrace tem hoje 1532 pacientes em tratamento contra a epilepsia e tantos outros com outras doenças e que apresentam convulsões

Por Rede Abracom

A epilepsia é uma doença em que a atividade das células nervosas no cérebro sofre perturbação, causando convulsões. A segunda segunda-feira do mês de fevereiro é o Dia Internacional da Epilepsia, que busca promover a conscientização sobre a doença e destacar os problemas enfrentados por quem tem epilepsia e pela família dos pacientes.

A doença pode ser causada por um distúrbio genético ou uma lesão cerebral adquirida, como traumatismo ou acidente vascular cerebral. Durante a crise, a pessoa apresenta comportamento e sensação diferentes, podendo causar até mesmo perda de consciência.

A convulsão pode acontecer a qualquer momento e a ajuda de quem estiver por perto é necessária. Para ajudar, evite que a pessoa caia no chão a colocando deitada de costas, em lugar confortável e seguro, com a cabeça protegida com algo macio, retire objetos próximos, a mantenha com a cabeça voltada para o lado, o que evita que ela se sufoque com a própria saliva, afrouxe as roupas, fique ao lado da pessoa até que ela recupere a consciência e espere a crise passar. Caso demore mais que cinco minutos, peça ajuda médica.

A Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace) tem 1532 pacientes em tratamento contra a epilepsia. Mas este número é bem maior já que existem várias doenças que desencadeiam este quadro.

Um estudo científico realizado por pesquisadores do departamento de ciências do cérebro do Imperial College London e publicado na revista científica BMJ Paediatrics Open em 2021 mostrou que o uso de extratos da Cannabis reduziu em 86% a frequência das crises em crianças cuja epilepsia grave não respondia aos tratamentos convencionais.

Ao todo, dez crianças com diagnóstico de epilepsia grave, com idade entre um e 13 anos, participaram do estudo. Outros estudos foram realizados em diversos países comprovando a eficácia do tratamento com canabinoides, o que garante o retorno à vida para milhões de pessoas.
Bernardo de Faria tem paralisia cerebral e epilepsia de difícil controle. Desde que começou o tratamento na ABRACE parou de convulsionar, só tem crises se tiver um gatilho ou infecção. Voltou a reconhecer as pessoas, a sorrir, não usa fraldas, apresentou melhora no aspecto cognitivo e em sua imunidade. Diante dos benefícios, sua mãe, Cinthia, comenta: “Com toda certeza a cannabis é a primeira opção, deveria ser usada antes de qualquer medicamento alopático”.

Grazy, mãe da Analu, que tem Hidrocefalia e Síndrome de West, conta que desde o dia em que a filha iniciou o tratamento houve uma melhora significativa. “Tudo mudou nas nossas vidas depois que a Abrace entrou. Há 5 anos atrás a minha filha não tinha qualidade de vida e hoje ela tem. Hoje ela tem uma vida normal, hoje ela pode fazer um tratamento, uma fisioterapia sem chorar, sem se sentir mal. Minha filha hoje vive sem crises”, reforça a mãe.

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 50 milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas pelo problema. A Cannabis vem se mostrando uma grande aliada no tratamento.

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