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Justiça manda Estado de Rondônia fornecer óleo de Cannabis à criança

A Justiça Brasileira deu um passo à frente no reconhecimento dos produtos feitos a base de Cannabis no país. Uma decisão judicial autorizou a aquisição de óleo da Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace Esperança), para tratamento de uma criança com autismo e epilepsia no estado de Rondônia. Os custos do tratamento serão arcados pelo Governo Estadual.

Arthur, de três anos e dois meses, já utilizava o produto há um ano, mas na versão importada. A bióloga Jeniffer Militão, mãe do menino, explicou que será mais fácil tratá-lo a partir de agora.

“O médico prescreveu o nacional recentemente, disse que queria ver o Arthur usando um óleo com um pouco de THC (Tetrahidrocanabinol), que poderíamos vê-lo aumentar mais ainda a intenção de comunicação verbal. Ele ainda não fala”, contou Jeniffer.

Mesmo sem o THC, com o óleo importado a criança fez vários avanços. Segundo sua mãe, a epilepsia foi evidenciada por um eletroencefalograma de 12 horas, que foi repetido mês passado e mostrou a melhora, deixando as alterações muito menores.

“O óleo só trouxe benefícios aqui, sempre. Estou super ansiosa pra me cadastrar e iniciar logo o uso. Tenho absoluta certeza dos benefícios do CBD (Canabidiol) e do THC para alguns casos e talvez se encaixe no caso do meu pequeno”, acrescentou Jeniffer.

O avanço da Jutiça demonstrou que o preconceito contra o cannabis está diminuindo. Ela disse que, mesmo sendo tão bem reconhecido, o produto ainda desperta uma preocupação exagerada de algumas pessoas.

“Aqui os neurologistas abominam o uso medicinal da maconha. Temos apenas um médico no estado todo que prescreve o óleo nacional, infelizmente. Vou até Sorocaba para consultar com o médico do meu filho, deveriam tanto abrir as mentes e buscar o conhecimento, ajudaria tanto tantas pessoas. Aqui as crianças são drogadas com medicações, elas babam de tanto medicamento desnecessário”, lamentou.

Este preconceito, para Jeniffer, é possível somente para quem nunca precisou conviver com alguém que precise do produto. Ela salientou que é necessário ter uma divulgação maior dos benefícios que o cannabis traz para a vida de quem usa.

“Cannabis é vida. Menos preconceito e mais conhecimento, por favor. Somos bem motivados pelas boas respostas do Arthur com o óleo, o preconceito só se tem até onde não se conhece ou até você precisar. Eu sou bióloga e ouvi falar tão pouco sobre isso, só procurei saber mais sobre o uso medicinal quando vim ver que o meu filho iria precisar, Infelizmente minha ignorância teve que morrer ali e é assim que funciona, só acreditamos quando vemos”, afirmou.

Arthur teve o primeiro diagnóstico com um ano e nove meses, mas só começou a usar cannabis seis meses depois. Além de autismo e epilepsia, o menino ainda convive com disfunção mitocondrial, alergias alimentares e erros inatos de metabolismo.

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