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Menina com epilepsia rara se recupera com Cannabis Medicinal

Por Sechat Conteúdo / The GrowthOp

Uma menina de sete anos no Reino Unido teve uma recuperação “milagrosa” após tratar sua forma rara de epilepsia – a síndrome de Landau Kleffner – com óleo de cannabis, relata a BBC.

A mãe de Sienna Richardson disse que a família obteve uma receita de um consultório particular e agora está fazendo campanha com outras famílias para garantir que o tratamento esteja mais amplamente disponível através do Serviço Nacional de Saúde (NHS), que equivale ao SUS no Brasil.

Richardson foi tratada com Bedrolite, produzida pela empresa holandesa Bedrocan. De acordo com a descrição do produto, a composição de Bedrolite, que é 9% CBD e menos de 1% THC, tornou-se “a escolha preferida de uma série de pacientes com formas graves e intratáveis ​​de epilepsia.” E embora a recuperação de Richardson tenha sido “incrível”, de acordo com sua mãe, a família foi informada de que não seria capaz de acessar o Bedrolite no NHS.

Os membros da família começaram a pesquisar terapias à base de cannabis depois que os tratamentos com esteróides não deram certo. A cirurgia também era uma opção, mas poderia levar à paralisia do lado esquerdo de Richardson.

Sem conseguir o medicamento feito de maconha medicinal no NHS, família recorreu a campanha para custear tratamento

Frustrada com o NHS, a família começou uma campanha de arrecadação de fundos para garantir o dinheiro necessário para o tratamento de Richardson. O medicamento custa cerca de 1.400 euros por mês.

De acordo com a mãe da menina, a condição de Sienna começou a melhorar dentro de duas semanas após tomar o óleo. “Desde que o tomou, ela consegue entender e falar normalmente”, disse Lucy Richardson. “Ela está levando uma vida normal, ela está na escola regular, brincando com os amigos, ela está indo muito, muito bem. Quando a vimos ficando cada vez melhor, foi incrível.”

A família aderiu à campanha End our Pain and Epilepsy Action, que pede maior acesso a medicamentos à base de cannabis para crianças com epilepsia grave e resistente ao tratamento. “É um estresse enorme. Nos preocupamos em como iremos financiá-lo, mas não há escolha. Temos que fazer isso para que Sienna possa viver uma vida normal”, disse a mãe à BBC. “Se conseguíssemos no NHS, seria incrível.”

Em 2018, Alfie Dingley, de cinco anos, recebeu a primeira licença do Reino Unido para cannabis medicinal para tratar sua epilepsia. Dingley passou de mais de 150 convulsões por mês para 17 dias sem uma única convulsão após o tratamento com Bedrolite.

“Há muito medo em torno da palavra ‘cannabis’. Mas para Alfie e minha família, ela mudou nossas vidas”, escreveu a mãe de Dingley, Hanna Deacon, em um artigo no início deste ano.

Mãe liderou petição pedindo mais acesso aos tratamentos com Cannabis Medicinal pelo sistema público de saúde

Embora Dingley tenha conseguido garantir o acesso ao medicamento, Deacon disse que muitas barreiras permanecem para outras famílias que desejam acessar medicamentos à base de cannabis.

“Embora tenhamos tido sorte, muitos outros pais com filhos com doenças crônicas estão falhando. O acesso à cannabis medicinal ainda é difícil de obter e as famílias não estão sendo apoiadas da maneira que precisam – e merecem – ser”, acrescentou ela.

Deacon, desde então, liderou uma petição para ampliar o acesso à Cannabis Medicinal, intitulada Stop Denying Patients Access to Medical Cannabis on the NHS, que reuniu mais de 650.000 assinaturas.

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