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“Cannabis devolveu a vida”, diz mãe de paciente

Por Rede Abracom

O que você faria se o médico que atende seu filho perdesse a esperança? Grasy Silva, mãe de Analu, de seis anos, se viu nesta posição durante uma consulta médica, quando a menina passou a utilizar corticoides para tratar a Síndrome de West, a hidrocefalia e uma deficiência visual.

“Você olhar para o médico e ele dizer para você que não sabe mais o que fazer com sua filha. Chegou um momento que ela teve que fazer um tratamento com corticoide e ele disse que era a última esperança dele, que ele não podia fazer mais nada, foi quando eu disse que tem que ter uma saída”, falou Grasy.

Ela explicou que Analu chegou a ter 300 espasmos por dia, que começaram quando ela tinha apenas oito meses de vida. A criança usou medicações como Carbamazepina, Fenobarbital e Sabril, que não tiveram o efeito esperado.

“Ela chegou a tomar 3mg de Sabril por dia e não adiantava. Ela não conseguia fazer fisioterapia, não conseguia ouvir ninguém, só chorava. Eu por um momento achei que iria perder a minha filha, achei que ela não iria aguentar, tinha muitas crises”, disse.

Grasy contou que saia de 5 horas da manhã para fazer o tratamento dela e chorava quando chegava à clínica porque ela não fazia nada, ela não deixava o fisioterapeuta tocar nela. A mãe falou que a epilepsia em si deixa o corpo dolorido, a sensibilidade se torna maior, por isso, para a menina, era como se estivesse a alfinetando.

Analu começou a usar o óleo a base de Cannabis com dois anos de idade. Grasy disse que viu a filha reagir e isso aconteceu de uma maneira tão milagrosa que ela se ajoelhou no chão e agradeceu a Deus.

Quando o óleo entrou na vida de Analu melhorou a alimentação, parou de ter crises e surpreendeu inclusive o fisioterapeuta, que começou a perguntar o que estava acontecendo com ela que ela deixava fazer os atendimentos.

“O óleo equilibrou tudo. De 300 espasmos por dia, Analu começou a ter um ou dois, as vezes não tinha nenhum. Ela passou a se segurar, se equilibrar, a ter controle do tronco, do pescoço, da coluna, passou a se sentar sozinha, a gente fala com ela e ela responde, está começando a enxergar e isso para mim é muito gratificante porque ninguém me via sorrindo, eu só chorava, entrava em desespero, minha vida não tinha sentido porque minha filha não tinha uma qualidade de vida e depois do óleo mudou tudo”, detalhou.

Já são quatro anos utilizando o óleo e Grasy conta com orgulho a história e como conseguiu devolver vida a sua filha. “Eu defendo a cannabis medicinal porque ai sim salva vidas, ai sim traz qualidade de vida, não só para a vida da minha filha, mas para a vida de outras pessoas, outras crianças, que achavam que não tinham esperança de nada, ai é quando o óleo entra e você tem que ter coração para aguentar porque a emoção é grande”.

E para as mães que ainda se sentem desanimadas, sem saída, e que de um certo modo ainda guardam aquele preconceito sobre o óleo, Grasy tem um recado: “Busquem saber o que a cannabis medicinal pode trazer para os filhos de vocês, a qualidade de vida, a saúde de volta porque a cannabis medicinal é um remédio natural”.

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