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Cannabis muda vida de criança com várias patologias

Por Rede Abracom

Como seria a vida de uma criança com diversas patologias se parasse de ingerir medicações e passasse a utilizar algo natural para fazer seu tratamento? Foi esta pergunta que Adriana Gomes de Moraes, mãe de Isadora Gomes Santos, se fez em 2017. Ela então decidiu que tudo começaria a ser diferente.

“Na hora que a neurologista falou que ia acrescentar mais um remédio e que a minha filha ia parar de interagir com o mundo, ficar mais quietinha, babando um pouco, ai eu tomei a decisão que eu ia atrás de um tratamento alternativo, foi ai que a gente encontrou com a cannabis”, contou.

Isadora nasceu de 28 semanas e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) teve hemorragia cerebral grau 4 e, por isso, desenvolveu hidrocefalia. Ainda bebê, ela começou a ter crises convulsivas e foi diagnostica com microcefalia, epilepsia de difícil controle, doença pulmonar obstrutiva crônica, baixa visão, Síndrome de Claes-Jensen, autismo, imunodeficiência e deficiência seletiva de imunoglobulina (IgA).

“Aqui era em grande quantidade de medicamento, tomava um e começava a tomar outro para completar efeito e foi juntando, quando eu vi, ela já estava tomando sete medicamentos. Foram dois anos para tirar toda a medicação porque o corpo fica viciado, é uma dependência mesmo aquilo. É difícil o corpo acostumar”, afirmou.

Após iniciar o uso do óleo a base de Cannabis, as mudanças foram diversas, desde as coisas mais simples. A menina não tinha, por exemplo, o reflexo de colocar o braço para se proteger na hora de cair, e com o óleo ela começou a fazer isso.

“Foi melhorando tudo, ela já estava entrando em um jeito que não brincava mais com o irmão, ficava só no mundinho dela, tinha muita crise nervosa, vivia com a testa roxa, com galo, de tanto bater a cabeça no chão quando tinha as crises nervosas. A gente não saia de casa para passear porque qualquer coisa fora da rotinha ou que incomodasse, ela saia do controle, ficava agressiva, gritando. Agora a gente consegue viajar, passear com ela, a vida é outra”, contou.

Adriana mora em Palmas, capital de Tocantins, mas a família é de Minas Gerais. Ela enfrentava grandes problemas para poder visitar os avos de Isadora, devido a este comportamento que os medicamentos fármacos não conseguia controlar.

“O primeiro resultado mais visível que a gente teve com ela, foi logo no segundo dia, ela já dormiu a noite toda. Ela tinha um sono muito agitado, levantava, sentava, ficava em pé na cama, puxava os cabelos, uma espécie de sonambulismo. Quando ela dormiu a noite toda, eu fiquei assustada porque não estava acostumada a dormir também, que eu ficava acordada com ela, achei até estranho. Outra coisa foi a melhora do equilíbrio. Ela caia do nada, estava em pé e de repente girava e caia de qualquer jeito”, acrescentou.

A criança começou também a se comunicar com os gestos. A família mesmo inventou uma comunicação para aproveitar a coordenação motora dela que agora é muito boa. Ela também mostra o que quer através de figuras que foram espalhadas pela casa.

E Adriana não reclama, na verdade, até agradece por ter a oportunidade de ter Isadora em sua vida. “A gente tem que ver tudo pelo lado bom. Ela vai ser meu bebezinho para o resto da vida, todos os pais falam ‘aproveita que essa fase passa muito rápido’ então tenho a oportunidade de ter minha filha um bebezinho”.

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