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Paciente pede Cannabis como 1ª opção de tratamento

Por ABRACOM

Com duas reviravoltas em sua vida, Camila Coelho, viu seus dias ficarem muito difíceis e anos depois poder voltar a ter um dia a dia sem problemas. A ansiedade e a epilepsia transformaram sua vida e ganharam uma solução com o uso da Cannabis.

Natural do município de Cantagalo, no interior do RJ, Camila contou que sempre teve uma vida muito tranquila, praticando esportes na escola e em academia. Com 18 anos, ela se mudou para Niterói para cursar Gastronomia e chegou a trabalhar um tempo como chefe de cozinha, mas entendeu que seu sonho era ser médica.

A ansiedade começou a aparecer por causa dos fracassos nos vestibulares. Mas, no segundo ano de tentativas, ela começou a se sair muito bem e conseguiu a aprovação para uma faculdade particular.

“Eu comecei a sentir coisas que nunca tinha sentido. Comecei a ter noites sem dormir, pensando no conteúdo do vestibular, aquilo tomou conta de mim. Se eu saísse para lanchar a noite, levava colas, então isso virou uma doença, eu me cobrando o resultado, eu já estava no segundo ano, eu tinha que passar”, falou.

O couro cabeludo de Camila foi a primeira pista de que algo estava errado. Ela teve uma secreção oleosa escura e foi à dermatologista, mas a médica disse que nunca tinha visto algo assim e que parecia ser ansiedade, passou um xampu dermatológico que não resolveu, mas depois de 15 dias o problema passou.

“No terceiro mês que eu estava na faculdade eu tive minha primeira crise convulsiva, eu estava dentro da academia, fazendo uma aula de spinning, foi a primeira vez que eu senti uma aura, eu estava pedalando e tudo começou a ficar mais devagar. Foram cinco crises dentro do carro até chegar ao hospital e foi desesperador. O neurologista disse ‘a partir de agora você é epilética, você tem o diagnóstico de epilepsia”, falou Camila.

Ela começou a usar Rivotril e Carbamazepina, mas chegou a tomar 15 medicamentos entre antidepressivos, ansiolíticos, anticonvulsivantes e potencializadores desses medicamentos. “Eu estava ótima e de repente caia em qualquer lugar, podia ser dentro de casa, estar acompanhada, estar na rua, em festa, em qualquer lugar”.

Camila contou que ficou revoltada porque não entendia como uma pessoa saudável, que não tem absolutamente nada, de uma hora para outra começa a cair. Na sua primeira consulta com psiquiatra, ela foi diagnosticada com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

Em meio a todos estes problemas, engravidou e teve crises durante toda a gestação. Quando seu filho, Vitor, estava com um mês de idade, ela estava amamentando quando caiu com a criança de costas.

“Nesse dia, a minha psiquiatra me proibiu de segurar Vitor no colo, ou seja, a partir desse dia eu não podia mais dar banho, trocar a roupa, amamentar, naquele dia eu perdi o direito de ser mãe. Eu me revoltei contra a médica, mesmo sabendo que ela estava fazendo aquilo para a segurança de Vitor, eu também sabia, mas eu sou mãe e eu não queria que tirassem Vitor do meu colo”, falou.

Ela então conheceu a história do menino Pedrinho, que usava o Spray Resgate da Abrace, através de uma matéria exibida pelo Fantástico, programa da Rede Globo. Após ver a reportagem, pediu a receita para a psiquiatra, mas não teve resposta positiva.

“Eu comecei a pesquisar qual o país mais próximo que a Cannabis seja legalizada, que eu consiga ter acesso a esse remédio e eu descobri que era no Uruguai. Nesse momento, imediatamente fiz contato com Henrique que tem um canal no YouTube, chamado Eu, a Maconha e uma Câmera”, contou.

Ele marcou um médico para atender Camila no Uruguai e ela começou a usar o óleo de Cannabis. A partir desse dia, ela passou 45 dias sem convulsionar e, depois disso, foram três meses para então ter uma ocorrência. Esse tempo ficou cada vez mais extenso.

Camila voltou para o Brasil com 12 frascos na bagagem, mesmo com medo de possível ação policial na entrada do país. “Eu liguei para o meu advogado, pedi que ele me esperasse no aeroporto, eu tinha medo de ser presa porque seria tráfico internacional de drogas. Cheguei ao Brasil, o aeroporto cheio de cachorro, eu consegui entrar confiante de poder segurar Vitor no colo”.

Enquanto usava o óleo uruguaio, uma amiga se mudou para João Pessoa, na PB, e descobriu a Abrace. Ela foi com seu filho até a capital paraibana e, enquanto estava na lá aconteceu a Marcha da Maconha e um Congresso na Faculdade de Medicina, foi quando conheceu Cassiano Teixeira, diretor da Abrace.

“A impressão que eu tive é de ter o poder da vida na minha mão, pegar todo esse pedaço que eu fiquei nove anos tendo convulsão e jogar fora, como se nunca tivesse acontecido na minha vida porque eu voltei à estaca zero, eu nunca imaginei que isso fosse possível. Eu não sei se seria muita prepotência dizer que eu sou um dos casos de mais sucesso que o uso terapêutico da Cannabis já teve, pelo menos que eu conheço”, declarou.

Camila ainda tem TAG e epilepsia, já que são doenças que não têm cura e que ela precisará conviver para o resto da vida, mas hoje tem controle. “Se a Cannabis estivesse na nossa vida como a primeira e não a última opção, eu teria terminado a faculdade de medicina, não perdido os amigos que fiz lá e não me afastado da minha família”.

A família quando soube que estava fazendo algo considerado ilegal, uso da Cannabis sem autorização judicial, mesmo que salvando sua vida, se voltou contra ela, lembra Camila.

Mas agora as dificuldades ficaram no passado. Hoje ela pode pegar seu filho no colo, fazer a atividade que quiser, entrar no mar e na piscina, dirigir e tantas outras ações que estavam impedidas pela realidade que vivia.

Ela usa o Óleo Esperança de Cannabis da Abrace três vezes ao dia, vaporizador de CBD e tem uma alimentação saudável junto com atividade física. Ela não sabe dizer quanto tempo leva entre uma crise e outra, de tão distantes que são.

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