O potencial da cannabis na redução da crise ambiental: explorando sua capacidade de absorção de CO2 para combater os efeitos climáticos

Estudos apresentados na COP 28 revelam que a C4nn4bis pode ser uma aliada crucial na luta contra as mudanças climáticas, graças à sua capacidade de absorver até três toneladas de CO2 por acre, destacando-se como uma alternativa promissora na mitigação das emissões atmosféricas.

Por: RedeAbracon com informações de Época Negócios 

No cenário atual, os impactos devastadores causados pelos humanos ao meio ambiente já não são uma previsão distante, mas uma realidade que enfrentamos. Nesse contexto, a c4nn4bis surge como uma potencial aliada na luta contra as mudanças climáticas, revelam estudos apresentados durante a recente Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28).

O destaque foi para a capacidade da planta de absorver o dióxido de carbono (CO2), contribuindo significativamente para a redução das emissões atmosféricas. Segundo dados do centro de pesquisa Hudson Carbon, sediado em Nova York, um acre de plantas de c4nn4bis pode reter até três toneladas de Carbono, removendo mais de sete toneladas da atmosfera.

Durante a COP 28, a comitiva brasileira debateu os passos do país em direção à descarbonização, com foco especial na indústria. Os parlamentares presentes ressaltaram o interesse do Congresso em uma “pauta verde”, que inclui a regulamentação da comercialização de hidrogênio verde e do mercado de carbono, visando o desenvolvimento sustentável do país.

No entanto, o Brasil ainda está atrás de outras nações que já liberaram o cultivo da c4nn4bis para fins diversos. Enquanto países como China e Estados Unidos avançam nessa frente, o plantio no Brasil requer autorizações especiais. O cânhamo, membro da família da C4nn4bis, demonstra ser uma alternativa promissora, sendo capaz de absorver até quatro vezes mais CO2 que o milho, segunda maior cultura agrícola do mundo, conforme destacado pelo Centro de Pesquisas Hudson Carbon.

A eficácia do cânhamo na captura e armazenamento de carbono é ressaltada por Luis Quintanilha, CEO (do inglês  significa Chief Executive Officer ou diretor-executivo ou diretora-executiva).  e cofundador da Kanna, primeira DAO ESG do Brasil, DAO é uma sigla que significa Organização Autônoma Descentralizada (do inglês Decentralized Autonomous Organization). As DAOs são organizações que trazem uma nova proposta de gerência. O acrônimo ESG, (do inglês, Environmental, Social and Governance), refere-se a uma grande tendência e uma necessária resposta das empresas frente aos desafios da sociedade contemporânea. Segundo Quintanilha, as características da planta a tornam uma ferramenta valiosa na luta contra as mudanças climáticas, contribuindo significativamente para a mitigação dos impactos ambientais.

Diante dos desafios globais das mudanças climáticas, a COP 28 reforçou a urgência de buscar soluções inovadoras para a absorção de carbono. Nesse contexto, a c4nn4bis emerge como uma opção promissora, exigindo maior atenção e investimentos para explorar seu potencial na construção de um futuro mais sustentável e resiliente.

SAC