Para diminuir preconceito, Museu da Cannabis é inaugurado

A falta de bom-senso faz muitos não tomarem conhecimento do que a planta oferece

Por Rede Abracom

O preconceito é uma opinião formada precipitadamente, ou seja, é um conceito firmado antes de se ter os conhecimentos necessários para desenvolver a ideia. Este é um dos problemas mais enfrentados por quem utiliza a Cannabis Medicinal.

A erva, natural como qualquer outra planta deste planeta, tem sofrido com a falta de conhecimento de muitos sobre suas qualidades. Vale sempre lembrar que ela possui princípios ativos necessários para o tratamento de diversas doenças e condições e mais benéficos que muitos dos remédios vendidos comumente em farmácias por simplesmente não oferecer reações adversas maléficas ao corpo humano.

É verdade que a Cannabis tem apresentado duas reações adversas principais: o aumento do apetite e do sono. Esses dois casos são, inclusive, tidos como benéficos em tratamentos contra o câncer, por exemplo, já que os medicamentos utilizados para diminuição de tumores podem causar insônia e falta de apetite.

É vasto o número de pesquisas científicas que comprovam a eficácia do tratamento com a Cannabis para epilepsia, Alzheimer, esquizofrenia, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e tantos outros. Esta lista demonstra a grande área de possibilidades de atuação da planta.

Além disso, o cânhamo também pode ser utilizado como fonte de rendimentos financeiros do país. É possível utilizá-lo para fabricação de papel e ainda pode ser reciclado até oito vezes, o que o torna mais eficiente na proteção da natureza, já que o papel de celulose pode ser reutilizado apenas três vezes.

Para crescer, a Cannabis Sativa utiliza menos água e menos tempo se comparado com outros gêneros. É por isso também que é considerada de grande valia na proteção da natureza como um todo.

Contudo, o bem mais precioso é mesmo o que ela causa na vida dos pacientes e de seus familiares. Além da saúde que a planta traz, a qualidade de vida é devolvida não somente a quem utiliza os produtos, mas também a quem convive com quem a utiliza.

As mães, pais, familiares e amigos convivem com a dificuldade de não conseguir ajudar e este fato interrompe o cotidiano de muitos. Assim, a qualidade de vida, a felicidade devolvida, o prazer de ver quem se ama feliz é a maior recompensa garantida por esta planta.

Mas o preconceito não deixa muitos perceberem esta grande valia da planta. Existem aqueles que não se informam antes de se pronunciar e levam a opinião de algumas pessoas ao equívoco provocado pela falta de bom-senso.

Para tanto, a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace), em união com outras associações, busca mostrar a história e as possibilidades da Cannabis para a saúde, a economia e a prática de políticas públicas em favor da população. É com este propósito que o 1º Museu da Cannabis no Brasil foi inaugurado e abrirá suas portas para visitação na próxima segunda-feira, 30. A Abrace espera que desta forma seja possível diminuir o preconceito e agregar forças em prol de todos.

SAC