Pesquisa inédita indica que cannabis medicinal ajuda na conservação de neurônios

Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Universidade Estadual de Campinas) indicou que o CBD, composto da cannabis medicinal, é capaz de auxiliar na preservação de neurônios. O levantamento foi feito a partir de testes com camundongos e publicado no Acta Neuropsychiatrica, periódico científico editado pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Conforme a pesquisa, foi detectado que houveram alterações na função de quase três mil genes humanos com a utilização do CBD, com isso, estruturas ligadas à produção e economia de energia de células.

“Essa questão da economia energética das células pode, inclusive, apontar um efeito positivo em casos de degeneração do sistema nervoso, de morte dos neurônios. Então, esse estudo pode até apontar outras possíveis aplicações”, diz trecho do estudo.

O estudo foi realizado com camundongos, que receberam doses de canabidiol por sete dias consecutivos. A quantidade de canabidiol escolhida para os animais é a mesma da utilizada em tratamentos para conter crises convulsivas.

A partir desse método de pesquisa, foi constatada a alteração em cerca de 2,9 mil genes desses animais. O tipo de alteração, segundo os pesquisadores, se concentraram em materiais ligados à produção de energia nas células, ajudando a economizar os genes responsáveis pelas ações.

Em resumo, a pesquisa sugere a existência de uma relação entre o uso do CBD e uma economia de energia celular que poderia resultar na proteção do sistema nervoso.

A pesquisa ainda vai avançar para estudar outros pontos, como se as alterações são observadas em outras partes do cérebro e o se uso de doses mais baixas de CBD também trazem resultados semelhantes.

SAC